"Bullying" nas escolas: de quem é a responsabilidade?

Confira aqui mais uma dissertação desenvolvida por um de nossos alunos aspirantes a sargento a partir de um tema de prova dado em nossa escola.


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TemaBullying, palavra de origem inglesa, é um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um indivíduo ou grupo contra outro(s) indivíduo(s) ou grupo(s), sem motivo claro. No Brasil, essa palavra é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como bullying era visto como fatos isolados, "briguinhas de criança", e normalmente família e escola não tomavam nenhuma atitude a respeito. Porém, atualmente ele é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com consequências sérias, tanto para vítimas quanto para agressores (na maioria das vezes adolescentes e jovens), chegando até a suicídios e/ou assassinatos.

          Tendo em vista as informações acima, faça um texto argumentativo que responda à seguinte pergunta: "Como os casos de bullying ocorrem geralmente na escola, ela seria a responsável por esse tipo de ocorrência?".


"Bullying": um problema sério 
 Al Antônio José da Cunha Neto - 17/1099

         Nos dias atuais, um grande problema vivido nas instituições de ensino do mundo inteiro é a prática do "bullying", que consiste em agressões físicas e psicológicas entre os alunos. O que outrora era tratado como um conjunto de casos isolados, hoje é visto como um problema crônico, que gera consequências gravíssimas. A escola é a grande responsável por esse tipo de ocorrência. Ela deixa seus professores de mãos atadas e desprotegidos. Muitos colégios ainda enxergam as agressões como fatos isolados. Além disso, falta um regime disciplinar mais rígido nesses ambientes.
          Muitos são os casos em que os professores se mostram indefesos nas situações em que presenciam o "bullying", tornando-se meros espectadores ou até mesmo vítimas das práticas violentas no ambiente escolar. É certo que os docentes não têm culpa, visto que tudo o que eles querem é ministrar suas matérias com tranquilidade e segurança. A escola peca gravemente na falta de suporte a eles, como a colocação de câmeras de segurança nas salas de aula, por exemplo. Isso se tornaria uma importante arma para os professores no combate ao "bullying". 
         Quando um aluno dá um soco em um colega e a administração de determinada escola descobre tal fato, ela convoca os pais para uma reunião e, ao final desta, tudo está resolvido, na visão dos administradores. Muitos colégios ainda permanecem com os olhos fechados diante desse grave problema da atualidade. Não são um nem dois os casos desse tipo nas escolas. Inúmeros são os alunos que constantemente sofrem ferimentos físicos e psicológicos nas salas de aula, mas, ao considerar o problema como fato isolado, a escola se esquiva de tomar atitudes mais severas, compatíveis com seu papel. 
          Num ambiente disciplinado, tudo tende a ocorrer harmoniosamente. A prática do chamado "bullying" não seria tão frequente se as escolas adotassem um regime mais voltado para a hierarquia e para a disciplina, como o que ocorre nas escolas de ensino fundamental e médio da administração militar. Um exemplo a ser seguido é o do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde, apesar de os alunos não serem militares, todos se tratam com camaradagem e espírito de grupo. Isso seria o suficiente para impor um basta a essa prática tão danosa.
           Não há dúvidas de que o "bullying" é algo muito sério, posto que ele vem contribuindo para o aumento das taxas de evasão escolar e até mesmo para a de suicídios, nos casos mais graves. Muitos julgam  ser difícil extirpar esse mal. Entretanto talvez seja algo mais simples do que se imagina. Para que o combate a essa prática dê certo, basta que, acima de tudo, os gestores das escolas públicas e privadas parem de pensar só no lucro ou na imagem institucional e comecem a pensar também no bem-estar de seus professores e alunos.